domingo, 28 de agosto de 2011

Cores Reais


Você, com olhos tristes,
Não fique desanimada.
Oh, eu sei, é difícil criar coragem
Num mundo cheio de pessoas
Você pode perder tudo de vista
E a escuridão dentro de você
Pode te fazer sentir tão insignificante...

Mas eu vejo suas cores reais
Brilhando por dentro
Eu vejo suas cores reais
E é por isso que eu te amo
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem,
Suas cores reais
Cores reais são lindas
Como um arco-íris

Mostre-me um sorriso então,
Não fique infeliz, não me lembro
Quando foi a última vez que vi você sorrindo
Se este mundo te deixa louca
E você aguentou tudo que consegue tolerar,
Me chame
Porque você sabe que estarei lá...

E eu vejo suas cores reais
Brilhando por dentro
Eu vejo suas cores reais
E é por isso que eu te amo
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem,
Suas cores reais
Cores reais são lindas
como um arco-íris...

Não me lembro
A última vez que vi você sorrindo
Se este mundo te deixa louca
E você deu tudo o que você pode suportar
Me chame
Porque você sabe que eu estarei lá

E eu verei suas cores reais
Brilhando por dentro
Eu vejo suas cores reais
E é por isso que eu te amo
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem,
Suas cores reais, cores reais
Cores reais estão brilhando através de você
Eu verei suas cores reais
E é por isso que eu te amo
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem,
Suas cores reais
Cores reais são lindas,
Como um arco-íris...


(Cindy Lauper)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O Anjo Mais Velho

O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete, a cena se inverte
Enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim:
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto...
Depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você
e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar...


(O Teatro Mágico)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Uma morte em vida

"Dez, nove, oito, sete, seis, cinco. Horas para frente, vidas para trás. Os dias são uma esteira de repetição consentida. Uma morte em vida. As palavras ecoam sem parar no corpo vazio. Todos moram na sua Torre de Babel particular. A única flor que nasce no coração dos homens provém do cacto, o deserto é a única edificação da paisagem humana.
Todos tem a feição de suas sombras.
Os homens evoluem olhando para o chão. Todas as noites, rios e rios de lágrimas escorrem secretamente. Quatro, três, dois, um. Dormir para esquecer e simular o conforto da morte. Grito de horror no sono profundo. A alma confinada na sua estatura mediana de vida. Triste espetáculo de monólogo sem público, ninguém ouve, ninguém fala, ninguém sente. Diminuir a luz em volta da cama, apagar o último cigarro do maço e sofrer por antecipação os primeiros raios de sol. Desenha no teto mentalmente alguém que nunca vai conhecer enquanto seus olhos se fecham lentamente. Zero. Cai o pano."


(Nick Farewell)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Na Via do Mestre


"Se eu pudesse deixar de correr
Caminhava se eu pudesse deixar de caminhar
Sentava-me à sombra da nogueira azul do céu
Se eu pudesse deitar deitava-me
Numa cova com a forma do meu corpo em
Repouso se eu pudesse deixar de cantar
Fechava os olhos e olhava o alto vazio
Onde não acontece nada a não ser
A conciliação provisória do caos
E da luz que não se cansa de nascer."


(Casimiro de Brito)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Se fosse possível...

"Se pelo menos fosse possível dormir. Ou ler. Ou desenhar palavras que explicassem. Se não tivesse algum sentido, se os sentidos enfim se comportarem. Os traços flutuam nas paisagens, virtuais, involuntários, flutuam até nos olhos fechados, estranho modo de enxergar. (...)"

Desconheço o autor. 

Olhar de vidro

Tive a impressão de que
uma parede de vidro
me cercava

Pois há muito tempo estou aqui
Vendo a vida do outro lado
Sem nada poder fazer

Mas ao sentir o vento
Descobri-me livre

Há muito tempo estive aqui
E a parede
Era só meu jeito de olhar


D.Z.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sereníssima

Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas

Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade
Tudo está perdido, mas exitem possibilidades
Tínhamos a ideia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de ideia
Já passou, já passou
Quem sabe outro dia

Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade

Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera por respostas que eu não tenho
Mas não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo


Sereníssima - Legião Urbana (Link Youtube)